A mordida dos impostos!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

O brasileiro precisa de uma injeção de ânimo para acreditar no Brasil

É fundamental que a gente olhe também os nossos avanços e não a podridão de nossa sociedade, coisa comum em qualquer país

A qualquer solavanco na economia brasileira ou mundial, vem a previsão de crise no Brasil. E na Grande Porto Alegre, como qualquer outra região, a gente sente antes os efeitos do que pode ou não acontecer com o nosso país ou com a América. Pois nestes tempos de imprecisão e suspeita de grande crise, vale lembrar que o brasileiro, de maneira geral, precisa de uma injeção de ânimo. Acima de tudo, o brasileiro precisa confiar mais no Brasil. É fundamental que a gente acredite mais no Brasil e olhe também para os nossos avanços e não apenas para a podridão de nossa sociedade, coisa comum em qualquer país deste planeta.
Somos muito críticos em relação ao nosso país, mas não podemos deixar de lembrar que o Brasil teve e vem tendo muitos avanços. Para se ter uma idéia, o mercado de telefones celulares do Brasil é o segundo do mundo, com 700 mil novas habilitações a cada mês. Já na telefonia fixa, o país ocupa a quinta posição em número de linhas instaladas. E das empresas brasileiras, quase 7.000 possuem certificado de qualidade ISO-9000, maior número entre os países em desenvolvimento. Para a gente ter uma idéia, no México, são apenas 300 empresas e, na Argentina, o número é menor ainda.
Após tantas coisas positivas, não convém que a gente se questione? Porque será que nós temos esse vício de só falar mal do Brasil?. Vamos fazer alguns questionamentos para que estes, quem sabe, nos dêem uma injeção de ânimo. Por que nós não nos orgulhamos em dizer que o mercado editorial de livros é maior do que o da Itália, com mais de 50 mil títulos novos a cada ano? Por que nós, antes de criticarmos, não lembramos que temos o mais moderno sistema bancário do planeta e que o Brasil tem agências de publicidade que ganham os melhores e maiores prêmios mundiais? Porque nós, brasileiros não falamos que o Brasil é o país mais empreendedor do mundo e que mais de 70% dos brasileiros, pobres e ricos, dedicam considerável parte de seu tempo em trabalhos voluntários? Por que a gente não se orgulha de ser um povo que faz piada da própria desgraça e que enfrenta os desgostos sambando? Não podemos deixar passar em branco o fato de que, apesar de todas as mazelas, o Congresso está punindo seus próprios membros, o que raramente ocorre em outros países ditos civilizados - lembram do Japão e outros, onde os parlamentares, literalmente, “saem no braço” uns com os outros?. Sendo assim, o Brasil é um país abençoado de fato. E bendito este povo, que possui a magia de unir todas as raças, de todos os credos. Bendito este povo, que sabe se entender todos os sotaques. Bendito este povo, que oferece todos os tipos de climas para contentar, apesar de ser um “continente com várias línguas e sotaques”. Talvez a gente não consiga mudar o modo de pensar de cada brasileiro, mas ao ler estas palavras irá, pelo menos, por alguns momentos, refletir e se orgulhar de ser brasileiro!

Saúde: máquina de votos

A política é uma das coisas que mais mexe com o brasileiro. Parece que todo mundo tem a fórmula perfeita para administrar um município ou um país. Um prefeito nem pensou em fazer uma obra e já tem alguém reclamando da referida obra. No entanto, poucos são os que põe a cara a tapa, ou seja, aceitam concorrer. E, a julgar pelo País em que vivemos, o brasileiro vota muito mal!

A saúde, hoje em dia, é uma máquina de fazer votos. Tanto é verdade, que temos prefeitos e vereadores que sempre se elegem trabalhando em cima da saúde. O SUS está uma verdadeira calamidade, faltam leitos e médicos para consultas, mas em ano eleitoral, milagrosamente as coisas mudam. Como pode uma coisa dessas?

Em qualquer um de nossos municípios ou em qualquer outro do país, a realidade é a mesma: a grande maioria dos vereadores faz assistencialismo. Na grande maioria dos municípios temos, pelo menos, seis tipos de vereadores: o vereador da saúde, o pagador de cervejas e rifas, o assistente social, o vereador do contra, o vereador que só diz amém e o humorista popular. Se você conhece outro tipo de vereador, entre no blog mauridandel.blogspot.com e deixe um recado sobre o assunto...

Isto posto, fica a indagação: não seria melhor extinguirmos a função de vereador? Em vez de termos nove vereadores escolhidos em eleição, não seria melhor termos um concurso público para escolher nove assistentes sociais? Os gastos seriam menores e a politicagem, então, nem se fala...

O “fim da picada” são os chamados números 0800. Você liga porque está com problemas na energia elétrica, no seu telefone ou com o seu banco, e simplesmente é “feito de palhaço”. Parece que certas empresas nos tornam refém, que precisamos pagar (e muito caro!) para ter um serviço que não funciona e não podemos reclamar. E o governo, o que pensa disso?

A propósito: o Poder Legislativo vale quanto pesa? Isto é, será que o Legislativo, de vereadores a deputados federais, não gera mais ônus do que bônus ao País? Por outro lado, com a extinção do Legislativo, não se concentraria muito poder ao Executivo?

A pergunta que está na boca do povo: porque político vira anjinho quando a eleição se aproxima?

A pergunta que não quer calar: porque o brasileiro só se preocupa com a pobreza porque de lá vem a maior parte da violência? Ou alguém reconhece uma preocupação com a periferia e as favelas sem pensar na insegurança?

Para encerrar, a mensagem positiva do dia, conforta aos que “não estão em uma boa fase”: “Foram-se os anéis e ficaram os dedos”, ou seja, “dos males, o menor”.

(sexta, 31/08/07)

Decepção política

Vivemos em uma das regiões mais ricas do Estado, uma região que gera emprego, gera recursos para os governos, gera bom nível de vida. E, se o Rio Grande do Sul já é um dos estados mais ricos da nação, então fica difícil entendermos por que nossa região é tão maltratada por governantes.

Se nossa região gera impostos, como ainda temos três cidades sem ligação asfáltica (Hortêncio, Linha Nova e Herval), poucos hospitais públicos e condições precárias da BR-116 que está precisando de duplicação até Dois Irmãos ou Ivoti! Ainda sofremos com falta de segurança, falta de apoio para as indústrias e para o setor primário (agricultura, pecuária...).

Em uma época em que a segurança está em xeque, fica a indagação do porquê em nossas cidades, as agências bancárias não estarem instaladas próximas uma das outras? Não seria mais viável para a polícia e empresas de segurança, fazer segurança nas agências bancárias se todas estivessem próximas? Nossas cidades são pequenas e, mesmo assim, se conseguiu a proeza, de instalar as poucas agências bancárias uma em cada canto!

Conversando ontem com um vereador de primeiro mandato, este nos contou que está muito decepcionado com a política. Alguém já tinha se queixado do mesmo caso há algum tempo, mas o referido vereador disse que parece que o povo não está nem aí para o seu trabalho na Câmara e só querem que ele pague cerveja, compre rifa e faça assistencialismo.

Aliás, este deve ser o pensamento de muitos políticos, pois outros já nos confidenciaram o mesmo. Mas a maioria, em vez de tentar mudar este costume, acaba entrando no jogo e “dançando conforme a música”. Fica a pergunta: será que o povo exige favores dos políticos porque estes o acostumaram assim, ou os políticos fazem assistencialismo porque o povo cobra isso?

A propósito: por que as obras realizadas pelo poder público, sejam na esfera municipal, estadual ou federal, são tão caras? Qualquer pracinha de recreação com meia dúzia de brinquedos para crianças custam um horror!

A pergunta que não quer calar: qual o pior vereador da tua cidade?

A pergunta que não quer calar: já parou pra pensar em quem votará pra prefeito em 2008?

A mensagem positiva do dia é de um autor desconhecido: "Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio, nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos. Enfim, um filme mais ou menos, um livro mais ou menos, tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles a sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoração ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia”.
(quinta, 30/08/07)

Muitas entidades, poucas pessoas

A cada dia que passa surgem mais entidades e associações em todas as cidades. Foi-se o tempo em que haviam somente meia dúzia de clubes e sociedades em cada município e, então, estas eram fortes e tinham patrimônio e dinheiro em caixa.

Com o tempo, surgiram novas entidades e associações que foram arrebanhando novos associados e tomando o tempo e o dinheiro de todos. Atualmente, são tantas entidades que praticamente não sobra ninguém para ajudar a trabalhar nas antigas sociedades e, por isso, a maioria está falida.

Hoje, por exemplo, uma família se envolve com o CPM da escola, outra com associação de moradores, outra com o clube festivo, outra com o clube, outra com o coral e assim por diante. Porém, uma coisa é semelhante em todas as entidades. O que se percebe é que a minoria que integra as diretorias tem que “ficar correndo atrás” dos outros para estimulá-los e para ajudar a organizar as coisas.

Porque na maioria dos nossos municípios as coisas são feitas sem a comunidade tomar conhecimento? Na maioria das vezes, quando uma obra será realizada ou algum projeto polêmico está para ser votado, o próprio Executivo ou Legislativo teriam de chamar o povo para opinar. Mas não, a maioria prefere fazer logo do jeito que “dá na telha”, mas depois reclama quando tem que ouvir xingamentos do povo.

A crise calçadista continua fazendo vítimas em toda a região. Uma empresa de Dois Irmãos, que já teve cerca de 2.500 funcionários, somando-se as filiais, deve entrar em outubro com apenas 300. Qual o caminho para o Vale Calçadista, que progrediu por várias décadas, devido aos sapatos?

À propósito: No passado, a maioria escondia que era descendente de colonos imigrantes, talvez por pressão do governo. Mas o tempo passou e hoje em dia parece ser um troféu ter uma dupla cidadania ou um antepassado que morou na Alemanha ou Itália. Então, porque atualmente, em nossas cidades, alguns tentam esconder que são migrantes, isto é, vieram do interior catarinense ou gaúcho?

A pergunta que não quer calar: quem mais vai trocar de partido até outubro para concorrer a vereador ou prefeito?

A pergunta que está na boca do povo: o que deve passar na cabeça de Fixinha, que sonhava concorrer a federal, agora que Renato Molling se elegeu e está em Brasília?

Frase do dia atribuída a Vinicius de Moraes: "Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos".

A mensagem positiva do dia: “Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era e se transforme em quem é".
(quarta, 29/0807)

CPMF é pra saúde!

Entra ano, sai ano e vem a confusão para a prorrogação da CPMF, que era pra ser “provisória”. O pior de tudo é que mudam os partidos no governo mas insistem em dizer que o dinheiro vai para a saúde. Só falta o próximo governo vir pregar que Papai Noel e a Bela Adormecida existem!

Ninguém seria contra pagar CPMF se o dinheiro fosse, de verdade, para a saúde. Se isso acontecesse, teríamos uma saúde de 1º Mundo. Até quando esta turma de políticos vai achar que a saúde não precisa desta grana? Vamos parar com esta pouca vergonha e dar uma saúde digna para a população, pois dinheiro tem, afinal, esta grana da CPMF é nossa.

Não bastasse a carga tributária ir tilintar nos cofres do Estado e da União, fazendo com que o municípios tenham que arcar com os custos da Educação, Saúde, Segurança Pública e outras atribuições, agora até asfalto virou obrigação para os Municípios. Quem quiser ter pavimentação, tem que meter a mão no bolso e fazer por conta própria. E quando sai uma obra federal, os valores não são astronômicos?

A pensão alimentícia, literalmente, virou objeto de negociação. Aliás, olhando exemplos entre ricos e famosos, ter um filho virou um negócio lucrativo. Aliás, existem muitos – e muitas por aí – que, por terem conseguido um filho com alguém rico, largaram o trabalho de lado para ter, como profissão “mãe” ou “pai”.

Um pai ou uma mãe que consegue fazer um filho com alguém rico ou famoso, não precisa mais trabalhar. É só viver – e muito bem – com o dinheiro da pensão alimentícia, que teoricamente, seria do filho. A pensão de alimentos deveria ser estipulada de igual valor para ambas as partes.

Em vez de um só contribuir com 30% de seu salário, porque não dividir entre ambos, ou seja, 15% para o pai e 15 % para a mãe? Em geral, o pai é sobrecarregado com os valores de pensão, enquanto a mãe fica com a parte prazerosa: a de criar o filho (na maioria dos casos, é claro).

À propósito: Quando uma mãe ou um pai diz ser difícil educar um filho, talvez não estejam olhando para a criança com amor, mas apenas como um mero objeto de negociação. As decisões, não deveriam levar em conta a grana que um dos dois tem ou deixa de ter...

A pergunta que não quer calar: um deputado gaudério apresentou uma PEC que pode criar cargos para mais 5 mil vereadores. Como estes cargos não existem, alguém achou falta disso?

A pergunta que está na boca do povo: Se a Câmara de Vereadores do teu município fizer greve, você vai sentir falta dela?

A mensagem positiva do dia: “Aproveite e curta cada momento, viva e aposte na vida e na capacidade de ser feliz. Invista, caia, levante, arrisque e ame; viva cada dia como se fosse o último, viva cada momento como se fosse único. Porque a vida só tem sentido para aqueles que sabem viver! Vida é o que está acontecendo agora enquanto muitos ficam remoendo o passado ou sonhando com o futuro!"
(terça, 28/08/07)

Vice é figura decorativa

Quando se fala que vice-prefeito é uma figura meramente decorativa e que não manda nada, sempre se fere o orgulho de alguém. No entanto, no seu município, você pode contar nos dedos quantos dias o vice esteve à frente do poder. Com certeza, foram pouquíssima vezes e, mesmo assim, sem poder de decisão!

Talvez é por esta razão que muito se fala por aí que fulano pode ser um bom vice, mas não pode ser um bom prefeito. Ou então, “voto no beltrano para vice, mas não voto nele para prefeito”. Pelo que se percebe, em expressões desta natureza, sequer dizer que vice não faz nada e, por isso, qualquer um pode exercer o cargo.

Mas será que a culpa pela falta de oportunidade é apenas do vice ou também é do titular ou do partido que não abre espaço para este mostrar seu trabalho? Só vamos nos convencer do contrário, quando, na maioria das campanhas políticas, tiver o nome do vice divulgado com a mesma intensidade do nome do candidato a prefeito.

Em geral o que se vê é um nome em letras garrafais para divulgar o prefeito e o nome do vice está num cantinho qualquer, um pouco escondido. Quem sabe, no ano que vem, quando teremos eleições municipais, as coisas não mudam?

Já pensaram em alguém concorrer a prefeito dando espaço de verdade para o vice, afinal, o vice também pode arrebanhar votos! E já pensaram na hipótese de divulgar, ainda durante a campanha, o nome de todo o secretariado, para que o povo não compre gato por lebre? Isso evitaria surpresas desagradáveis pós-eleição, pois o povo votaria consciente!

À propósito: O número de multas aplicadas por pardais no RS no primeiro semestre de 2007 foi de 105 mil, ou seja, 64% superior ao mesmo período do ano passado. É multado um em cada mil veículos que passam pelos pardais e lombadas eletrônicas. Será que não está se criando uma indústria de multas? Será que as multas tem caráter educativo ou existem apenas para o governo meter a mão no bolso do povo para arrecadar mais e mais grana?

A pergunta que não quer calar: Porque a cura da gripe não foi “inventada” ainda ou é interessante não “descobrir” a fórmula para não acabar com as indústrias de remédios?

A pergunta que está na boca do povo: alguém duvida que o prefeito do teu município está forrando o caixa da Prefeitura para gastar a quatro ventos no ano que vem?

A mensagem positiva do dia: “Fechar os olhos para certas coisas pode ser fatal. Pensar que mudanças acontecem, acreditar que novos momentos bons se aproximam são atos que nos cegam de forma a deixar de lutar pelo real: o desejo de que algo muito importante aconteça nos faz cair na acomodação e daí nada fazemos para que tal coisa ocorra. Nada de ficar mentalizando (apenas), pois o correto é a busca pelo que se quer, e isso sem depender dos outros!”
(segunda, 27/08/07)

1/3 brasileiros têm Bolsa-Família

Enquanto ocorrem os julgamentos dos deputados que ganhavam mensalão, o brasileiro segue sua rotina sem prestar muita atenção nisso. No entanto, pelo visto, não é apenas os deputados que embolsavam “uma grana extra”. No Brasil inteiro tem mensalão do povão!

O Bolsa-Família atinge R$ 45,8 milhões de brasileiros. Quer dizer que uma em cada quatro pessoas recebe o benefício assistencialista. Isso seria o mesmo que, em municípios pequenos como Hortêncio, Herval e Lindolfo Collor, que têm em torno de 6 mil habitantes, termos 1.500 pessoas beneficiadas.

Logicamente, a metade das famílias beneficiadas com este mensalão do povão mora no Nordeste. Aqui no sul, para se ter uma idéia, estamos abaixo da meta em relação ao número de famílias. Municípios menores não têm nem 300 famílias beneficiadas, enquanto o “normal” seria ter 1.500 pessoas recebendo a Bolsa-Família.

Por outro lado, a governadora Yeda Crusius pretende criar uma espécie de Bolsa Família para a Brigada Militar. Ela pretende destinar recursos do PAC da Segurança para o pagamento de bolsas para brigadianos, cujo valor será entre R$ 300 e R$ 400 por policial.

À propósito: insinua-se tanto em novos nomes no cenário político para concorrer a prefeito nas próximas eleições em nossos municípios, mas será que todos têm condições? Será que não seria preciso noções básicas de administração pública? Ou primeiro ganha a eleição e depois aprende administrar?

A pergunta que não quer calar: será que dar mais duas parcelas de seguro-desemprego não é criar uma espécie de mensalão do desempregado?

A pergunta que está na boca do povo: quem vai acabar com suas “férias” se terá sete meses de seguro-desemprego pela frente?

A mensagem positiva do dia, que também está no blog mauridandel.blogspot.com: “A vida é aquilo que acontece, enquanto ficamos perdendo tempo e somente fazendo planos para o futuro! Viva o hoje, porque o passado já era e o futuro está ainda lá na frente!”.
(sexta, 24/08/07)

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Prefeitos devem distribuir emendas

A tarefa de ser prefeito não é nada fácil. Na maioria das vezes, o prefeito acaba refém dos vereadores, que o colocam contra a parede em alguns assuntos. Se o chefe do Executivo não tiver pulso firme, acaba cedendo às pressões do Legislativo ou, vez ou outra, acaba perdendo a maioria do apoio na Câmara. Em outros casos, é o Legislativo que é filial do prefeito!

É impressionante, mas parece que alguns prefeitos não querem aderir à mesma política do governo federal. Sabe como o governo federal consegue aprovar seus projetos ou ter maioria no Congresso? Negociando emendas e valores para investimentos. Então, tudo o que um prefeito tem a fazer é liberar emendas de verbas e obras em troca de apoio dos vereadores.

Logicamente, nada de fazer negociatas ou então pagar mensalão ou outras coisas que possa se enquadrar como corrupção – seja de valores ou de interesses. Como o povo precisa de investimentos e obras, como a Prefeitura precisa fazer obras para o povo e como os vereadores adoram se meter na área do Executivo e ficar fazendo pedidos e mais pedidos, trata-se apenas de unir o útil ao agradável, ou seja, liberar vereadores para fazer obras.

O prefeito chama os vereadores e destina, mesmo que seja “em off”, alguns valores para emendas parlamentares, como funciona na esfera federal. Vereador que se esforça e trabalha bem, ganha um valor maior e consegue fazer mais pelo seu eleitorado. No entanto, logicamente os da oposição seriam prejudicados, pois receberiam um percentual de verbas menor do que os vereadores da situação. No entanto, melhor ter um valor menor do que não ter um tostão para fazer emendas e indicar obras.

Querem um exemplo prático de como isso funciona? Lula nos deu este exemplo, conseguindo a aprovação da CPMF. Lula decidiu adoçar a boca da oposição e também dos aliados. Ele começou a distribuir cargos nos Estados e a liberar emendas parlamentares individuais ainda em julho. Tudo para conquistar deputados e senadores e impedir que o Congresso vetasse, na volta do recesso, a prorrogação da CPMF.

À propósito: O PT tanto criticou e agora joga o mesmo jogo! Logicamente, não podemos concordar com este tipo de “jogada política”, mas é uma prova de como funciona.

A pergunta que não quer calar: Ou pode-se concorrer a prefeito, vencer a eleição e depois aprender tudo em congressos?

A pergunta que está na boca do povo: se os políticos são tão criticados por serem corruptos, será que o povo não é tão corrupto quanto os políticos?

A mensagem positiva do dia: “'Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos sempre haverá guerra!”, de Bob Marley.
(quinta, 23.08.07)

Para que serve o Legislativo?

Já teve escândalo nas Câmaras de Vereadores de São Leopoldo, Sapucaia do Sul e em Campo Bom. A farra das diárias, na verdade, é uma verdadeira indústria de diárias. Será que não está na hora de alguns ficarem com as barbas de molho, porque os escândalos estão cada vez mais perto?

Do jeito que estão indo as coisas no Brasil, será que ainda vale a pena manter o Poder Legislativo em atividade? No Congresso Nacional é escândalo em cima de escândalo. Até dá a impressão que deputado e senador são eleitos não para legislar, mas apenas para torrar nosso dinheiro e para investigar os colegas. Aliás, investigações que nunca levam a nada!

Na Assembléia Legislativa até de selos postais houve denúncia de falcatrua. Nas Câmaras de Vereadores, é só discurso, discurso e nada na prática. Se é pra ter vereador pra fazer assistencialismo e para viajar para congresso, não é melhor fechar as Câmaras? Então, se nem vereador fiscaliza e nem deputado fiscaliza, porque manter os Legislativos? Se é o povo que fiscaliza, quem merece estes salários, não seria o povo? Claro que isso é apenas uma conjectura que não pode ser levada adiante, afinal, vivemos em um país democrático...

É impressionante o que acontece neste País. Nunca ou dificilmente se ouviu comentar sobre servidores concursados. Estes ficam sem perspectivas de reajuste salarial ou promoções, já que na maioria das vezes o percentual de gasto com a folha salarial está quase no limite previsto pela Lei Fiscal. Sendo assim, como o funcionalismo vai ganhar promoção ou aumento se não tem dinheiro?

Aliás, as promoções e aumentos salariais dos servidores concursados deveriam ser analisadas com mais carinho. Na vida pública, ninguém ganha aumento salarial devido aos méritos, mas apenas por tempo de serviço. Será que não deveríamos cuidar mais de perto o trabalho dos servidores e valorizar os que trabalham bem? É justo um que trabalha mal ganhar o mesmo aumento do que um que trabalha bem?

À propósito: em alguns municípios, um ou outro servidor têm reclamado que os chefes não se importam com quem é concursado. Estes prestam serviços aos municípios e continuarão a fazê-lo, independente de convicção ou ideal político, independente de quem está ocupando a grande cadeira de chefe do Poder Executivo. Ou será que os CCs, que são do mesmo lado político, não são mais valorizados?

A pergunta que não quer calar: quando será inaugurado o trevo de Ivoti?

A pergunta que está na boca do povo: não deveríamos iniciar um movimento agora para que a BR-116 fosse duplicada até Dois Irmãos daqui há duas décadas?

A mensagem positiva do dia: “Veja o mundo de outras perspectivas e não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade, tente o novo todos os dias; busque novos amigos, tente novos amores e faça novas relações. Lembre-se que a vida é uma só”.

(quarta, 22.08.07)

Polícia nos jogos da Dupla Gre-Nal

A Polícia pode deixar de atuar em jogos de futebol no RS, porque o secretário de Segurança quer que clubes paguem para receber segurança nos estádios. Esta notícia é uma verdadeira faca de dois gumes. Mas este questionamento tem razão de ser, afinal, estádio de futebol é um local privado e se os donos dos salões e até o gaúcho de modo geral têm que pagar segurança particular, porque os clubes têm este privilégio!?

Na avaliação do secretário José Francisco Mallmann, isso deverá liberar entre 400 e 500 brigadianos, que poderão voltar a trabalhar no policiamento ostensivo. Se a BM trabalhar dentro dos estádios, os clubes deverão pagar cerca de R$ 20 mil por jogo. Por outro lado, esta é mais uma forma do governo do Estado meter a mão no nosso bolso, afinal, quem vai pagar este gasto com a segurança será, de novo, o povo, pois os ingressos devem aumentar.

Algumas pessoas têm lido a coluna no jornal e deixando comentários no blog mauridandel.blogspot.com, concordando ou discordando em alguns assuntos: “Li umas coisas no blog e estou enviando minha opinião: Se o Legislativo pode usar 8%, onde ficam os 92% restantes? Você, em relação a seu salário, se preocuparia mais com os 8 ou com os 92?. Absurdo é gastar quase 50% do orçamento com folha de pessoal!”, comentário deixado por leitor anônimo.

Em relação a isso, não quer dizer devemos se preocupar apenas com o 8%. Justiça seja feita, a Câmara torra 8% sem arrecadar nada, enquanto o Executivo tem a máquina para manter, fazendo obras e investimentos. Porém, logicamente não podemos concordar com o fato de algumas Prefeituras empregarem todo mundo que fez campanha política.

Município nenhum precisa gastar mais de 40% do orçamento em folha de pessoal. Se nenhuma empresa faz isso, porque só na vida pública temos que nos deparar com uma barbaridade desta? Prefeito nenhum é eleito para “lotear” a Prefeitura.

Em alguns municípios, os vereadores não fazem nada para honrar o salário. Além de sessões solenes, moções e pedidos, os vereadores não fazem nada para fiscalizar ou legislar. Será que ir em uma sessão de poucos minutos é o bastante para honrar o salário?

E tem vereadores que dizem que trabalham 24 horas. Se isso fosse verdade, porque muitas reuniões e encontros são marcados justamente para o mesmo horário e mesma noite da sessão? Porque não fazem sessões e encontros em dias diferentes? Aliás, as sessões são à noite porque os vereadores querem trabalhar durante o dia em outra função.

A pergunta que não quer calar: vereador precisa fazer assistencialismo e pedidos miúdos só porque o secretário é incompetente?

A pergunta que está na boca do povo: é justo um funcionário bom ganhar o mesmo aumento que um funcionário ruim, só porque têm o mesmo tempo de serviço?


A mensagem positiva do dia: "A mente que se abre para uma nova idéia jamais volta ao tamanho original".
(terça, 21/08/07)

sábado, 18 de agosto de 2007

OP e PPP: povo feito de palhaço

Na próxima quarta acontece em todo o Rio Grande a Consulta Popular. Através disso, o povo vota em sua prioridade e, teoricamente, o Estado executa as prioridades mais votadas. Mas na prática, não é bem assim que funciona...

A Consulta Popular é aquele velho programa onde o povo é feito de palhaço. O povo perde seu tempo, vai lá e vota em uma prioridade, a qual o governo não faz. No ano seguinte, em cima do laço, lá vem o governo se desculpando por não ter feito as prioridades votadas e prometendo juras de amor, enfatizando que neste ano será diferente, que as obras vão acontecer e, por fim, realiza de novo o processo.

Trata-se de uma baita palhaçada que o governo gaúcho teima em nos aprontar, ano após ano. Tudo começou com o governo Britto, através dos Coredes, depois veio o PT com seu Orçamento Participativo, veio Rigotto com o PPP e agora Yeda dá seguimento ao samba do crioulo doido.

Infelizmente, também neste processo, o povo é feito de palhaço pelos nossos políticos. E não adianta vir alguém do PT dizendo que o OP funcionava. Da mesma forma, não adianta vir algum puxa-saco de Rigotto ou Britto e dizer que o PPP, sim, funcionava. Será que adianta vir alguém do ninho tucano e prometer que vai funcionar?

As provas estão aí e em todos os municípios. Existem obras feitas pelo OP, PPP ou Consulta Popular, sim, mas existem o dobro delas que ainda não foram feitas. É tudo papo furado! Mas há algo que precisa ser dito. Os políticos estão nos papéis deles, infelizmente, que é enrolar o povo.

Mas nós temos a nossa parcela de culpa, porque não cobramos isso. Geralmente, o povo vai na Consulta Popular, vota e no dia seguinte sequer lembra em que prioridade votou. Como vai fiscalizar o cumprimento das coisas? O povo tem que aprender a dar voto de confiança para político e ficar cobrando, não entregar ao “Deus-dará” como se diz.

Apesar de tudo, somos brasileiros e brasileiro não desiste nunca. É o primeiro ano de mandato do novo governo e, como não temos nada a perder, vamos dar ainda uma chance. Para quem já está há quase 10 anos sendo passado pra trás nestes processos, não custa deixar-se enrolar mais um ano. Até porque, teoricamente, não temos nada a perder.

À propósito: Então, pela última vez, dia 22, vamos exercer este direito – ou dever – de cidadão e vamos votar ainda uma vez. Quem sabe, Papai Noel existe?

A pergunta que não quer calar: Getúlio Vargas realmente se suicidou?

A pergunta que está na boca do povo: O que houve com Ulysses Guimarães?

Para começar bem a semana, uma mensagem positiva: “Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante do que a velocidade. Experimente coisas novas, você certamente conhecerá coisas melhores. Mude! Pela salvação e pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena”.
(segunda, 20/08/07)

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Câmara é filial da Prefeitura

Parece que quanto maior a esfera política, maior é a corrupção e os escândalos. Poucos se dão conta, mas nossos municípios estão recheados de corrupção. Logicamente não são com malas de dinheiro, mas sim, corrupção com interesses e pequenos favores.

Os vereadores se vendem por meia dúzia de lâmpadas ou cargas de pedra brita. Na maioria das vezes, porque lhe convém, a Câmara de Vereadores é filial da prefeitura. Todo mundo sabe disso, mas ninguém faz nada, um espera pelo outro. Mas, como diz aquela máxima: “de boas intenções o inferno está cheio”...

Em outros municípios, as Câmaras até tentam ser independentes, mas não cortam o cordão umbilical nunca. Em Morro Reuter, por exemplo, a Câmara de Vereadores fica em uma salinha nos fundos da Prefeitura, como se vivesse de favor, igual a uma tia velha que ganha um quartinho nos fundos da casa para morar e fica bem feliz.

Vereador tem que botar na cabeça que vereador é do Legislativo, que é um poder, enquanto prefeito manda no Executivo, que é outro poder. Um não manda no outro. Não é matriz e filial. Infelizmente nossas sessões de Câmaras são meras reuniões de vereadores que vão lá apenas para dizer sim ou não.

A Câmara tem seu orçamento e sempre sobra dinheiro. Isso não quer dizer que os vereadores tenham que torrar 8% do orçamento. Eles têm é que parar de torrar dinheiro em diárias e usar este dinheiro para criar sua independência. Mas longe disso é construir um mega-prédio e encher de salas, gabinetes e funcionários.

Na Câmara de Ivoti, por exemplo, ninguém reclama da falta de estrutura e tem apenas um funcionário que trabalha meio turno por dia. Aliás, os vereadores da Cidade das Flores são até mais elogiados do que em outras Câmaras que têm sede e um monte de funcionários.

À propósito: Porque tem pessoas que vivem elogiando os serviços dos secretários municipais? Ora, eles não está lá, ocupando cargo público e recebendo salário, justamente para isso?

A pergunta que não quer calar: as lojas que sofrem pagando 5 ou 6% de ICMS a mais no RS do que em outros Estados, podem entrar na justiça?

A pergunta que está na boca do povo: qualquer vereador, mesmo sem condições de ser vereador, pode sonhar em ser prefeito?

Encerrando com uma mensagem positiva: “Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive, já morreu."
(sexta, 17/08/07)

Fim das coligações

Na tarde de ontem a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a proposta de emenda constitucional que põe fim às coligações nas eleições proporcionais. A proposta vai impedir que o Legislativo continue sendo um reduto de partidos de aluguel, que só conseguem se eleger graças às coligações.

Se ninguém derrubar a PEC, vai acabar a lambança das coligações para deputados e vereadores. Sempre um ou outro figurão cria um partido para estar sempre na vitrine e coliga com um monte de nanicos que têm base política e acabam fazendo votos para eleger os figurões. Infelizmente, a Lei não é completa e ainda vai permitir a coligação a majoritária!

As coligações até não são de todo ruins, no entanto, quando se fala em “sentar para negociar a coligação”, pode-se saber que tem “negócios” mesmo, ou seja, muito dinheiro e muitos interesses. E se a política partir para o lado do dinheiro, já passam a valer os interesses pessoais em primeiro lugar. Por isso é importante acabar com isso.

Fim das coligações, implantação da fidelidade partidária, proibição de show-mícios, acabar com a distribuição de brindes e acabar com a reeleição para o mesmo cargo. Uma reforma política decente deveria contemplar estas mudanças. Logicamente, os políticos não vão querer “dar um tiro no próprio pé”.

Político nenhum vai votar vai contra os próprios interesses, que são muitos e sempre estão em primeiro plano. Porém, os políticos têm que colocar na cabeça que, enquanto não ser feito isso para moralizar a política, eles vão continuar desacreditados.

Por outro lado, temos que discordar de movimentos e mobilizações que prejudicam a sociedade. Toda e qualquer mobilização é válida e merece os parabéns pelo seu objetivo, que é de mostrar aos governantes os problemas do setor. Porém, as manifestações não podem prejudicar a nossa sociedade.

Um exemplo de uma manifestação que chama a atenção e não prejudica ninguém, ao contrário, beneficia, é o movimento sobre a cobrança de impostos. Nestas manifestações, um dia por ano, empresas vendem produtos com o preço real, sem o imposto, ou seja, é possível comprar gasolina a R$ 1,50 o litro.

À propósito: há quem pense que o “hunsrik” seja o “alemão errado”, mas em vez de dialeto, está tendo o reconhecimento de uma língua oficial pelo governo. Talvez isso melhore a auto-estima de muitos e cause arrependimento de quem não quis aprender a falar para não ficar com sotaque.

A pergunta que está na boca do povo: vereador é eleito apenas para dizer amém ao prefeito?

A pergunta que não quer calar: qual partido, qual candidato e qual município terá a coragem de dar o pontapé inicial na campanha política?

A mensagem positiva do dia é atribuída a Chaplin: “Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido".
(quinta, 16/08/07)

A Lei Fiscal amarra as mãos

Não há quem ainda não tenha ouvido falar na Lei de Responsabilidade Fiscal. Esta nova Lei abalou as estruturas do cenário político pelo Brasil afora quando surgiu, no ano 2000. Aliás, parece que a Lei vale somente para prefeitos e não para governadores.

Entre tantas coisas que a Lei 101 proíbe, podemos citar o fato de que a Prefeitura não deve emprestar veículos, inclusive para entidades. E quantas vezes os prefeitos são crucificados por não cederem um ônibus para uma excursão de alunos ou de vovózinhas?. A prefeitura também não deve conceder isenção de impostos (e, por incrível que pareça, tem gente que votou em um candidato, porque imaginou que assim não precisaria mais pagar IPTU ou alvará!).

Mas o mais cruel de todos é este: a Prefeitura não pode colocar máquinas a serviço de particulares, salvo a existência de programas. Aí se pergunta: quem não reclama com o prefeito porque não ganhou uma carga de brita, uma carga de aterro, porque a estrada de roça ainda não foi feita? E, pasmem, tem gente que reclama dos prefeitos até porque não leva água para sua piscina com o caminhão-pipa da prefeitura.

Mas é importante frisar o seguinte: a prefeitura não pode fazer isso. Mas sabe-se que, como o povo está mal acostumado, muitos prefeitos continuam fazendo. E isso está errado e pode dar “muita dor de cabeça” ao prefeito que fizer. É aquela história: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!

Uma grande indústria calçadista de Dois Irmãos está reduzindo seus quadro de funcionários ou fechará totalmente. Outra indústria está abrindo filial em Boa Vista do Buricá, ocupando a estrutura da Calçados Reichert. Por outro lado, uma grande rede de uma marca de calçados femininos queria se instalar na região, não conseguiu negociar local e vai se instalar no Vale do Taquari. Pouco a pouco, nossos empregos vão criando asas e voando para longe!

À propósito: O partido político é como empresa, pois tem matriz e filial. Em todos os municípios há um prefeito que manda em dois partidos, enquanto em outro, o opositor do prefeito manda em três partidos; em outra, o prefeito manda em meia dúzia de partidos e assim por diante...

A pergunta que não quer calar: porque em cada município tem um cacique que manda em dois ou três partidos diferentes?

A pergunta que está na boca do povo: Você percebeu que 290 mil servidores federais estão em greve? Se não deu pela falta, é sinal que eles não são importantes...

Para encerrar, uma mensagem positiva: “O mundo seria perfeito: se toda noite fosse sábado, se toda manhã fosse domingo, se todo fim de semana fosse festa, se toda cidade fosse praia, se todo mar fosse onda, se toda estação fosse verão, se todo amigo fosse um irmão, se todo namoro fosse fiel, se toda música nos fizesse refletir, se todo céu tivesse estrela, se todo feriado fosse carnaval, e se todas as pessoas encontrassem amigos como vocês!”.
(quarta, 15/08/07)

Gastos dos vereadores + investimento em turismo

O Legislativo tem a prerrogativa de gastar 8% do orçamento do município. Mas o que ocorre efetivamente é que, salvo raras exceções, acabam utilizando 3 ou 4%, ou menos. Mas o povo não pode “cair nessa” de que os vereadores economizaram e estão devolvendo o restante ao Executivo.

Ora, porque uma Câmara pode torrar 8% do orçamento, apenas em salários, viagens e diárias? Olha que 2% está de bom tamanho, uma vez que a grande parte dos municípios faz muito pelo esporte e investe apenas cerca de 0,5%. Nós costumamos dizer que mede-se a importância de uma coisa, quando ficamos sem ela. Então, se hoje uma prefeitura parar de organizar competições esportivas e a Câmara de Vereadores fechar as portas, qual será que o povo vai sentir mais falta?

Parece que todo o prefeito sente orgulho em dizer que está investindo no turismo. Logicamente, o turismo é a empresa do futuro e do presente, pois traz dinheiro de fora para ser investido aqui dentro dos nossos municípios. Mas, em primeiro lugar, o que os políticos, os comerciantes e os moradores precisam saber é que, pra ser turístico, um município precisa ter limpeza e organização para impressionar quem vem de fora. E também oferecer segurança para quem visita e para quem vive aqui.

Aliás, ensinar formas de receber um turista seriam medidas importantes para a nossa região. Em Santa Catarina, a cidade de Joinvile deu treinamento para diversos atendentes do comércio, então, se você chegar no posto de gasolina, no restaurante ou no boteco na esquina, todos vão estar bem informados para lhe dar informações. Aliás, até parece que todos decoraram a mesma coisa. Este é o bom exemplo do dia.

Infelizmente, no Brasil, o preço dos produtos é composto em 50% por impostos. Isso faz cair muito o poder aquisitivo da população, diminui o mercado consumidor e forma um círculo vicioso, gerando desemprego. Só os políticos não entendem que, quanto mais impostos, mais desemprego.

À propósito: até quando o Brasil inteiro vai ter que se dobrar à influência da RPC (Redes Paulistas de Colonização)? Impressionante como as redes de TV, e a imprensa de modo geral, do eixo Rio-São Paulo ‘mandam’ no Brasil inteiro e o brasileiro já acha isso a coisa mais normal do mundo.

A pergunta que está na boca do povo: Quem será o herdeiro político de Julio Redecker?

A pergunta que não quer calar: fala-se tanto em apagão aéreo, mas será que já não vivemos um apagão rodoviário no Brasil há muito tempo?

Para encerrar, uma mensagem positiva que vem de uma música do Capital Inicial, para todos que se preocupam mais com a vida dos outros do que com a sua: “Não procure saber onde estou, meu destino não é de ninguém, e eu não deixo os meus passos no chão, se você não entende, não vê, e se não me vê não entende...”
(terça, 14/08/07)

Peregrinação + estender o chapéu = verbas federais

A cada ano que passa o governo federal abocanha mais da arrecadação dos Estados e Municípios. E isso faz com que os prefeitos, de chapéu na mão, tenham que ir a Brasília constantemente para mendigar verbas. Alguns, devido a questão partidária não querem participar do bolo, outros não conseguem, enfim, são muitos os prefeitos que não têm trazido quase nada de verba federal.

Mas outros prefeitos já conseguiram verdadeiras fortunas de Brasília. Seja direto dos Ministérios ou se agarrando com deputados, muitos prefeitos já conquistaram muitas verbas federais. E a prefeita Maria, de Ivoti, é uma delas. Além do trevo, que é o cartão postal de sua administração, ela comemora outras verbas. E o interessante é que, mesmo sendo do PP, ela não esconde a origem da verba, que é do governo PT. Independente de política, quem ganha é o povo.

Do blog: o leitor Luis Dhein deixou comentário no mauridandel.blogspot.com em relação a insegurança em que vivemos, assunto debatido aqui na semana passada. “O que me passa pela cabeça é o seguinte: o que meia dúzia de policiais vão fazer contra uma quadrilha que geralmente ataca com armas muito mais poderosas? Precisamos lembrar que o policial também é um ser humano. Aí que surge a minha maior indignação, o que faz um ser humano roubar do outro, ou pior matar um outro ser humano?”.

Continua o comentário: “Faço o mesmo questionamento que fez José Saramago: ‘Vivemos uma quadra estranha da humanidade, onde as pessoas conquistam os espaços siderais mas não conseguem chegar, solidárias, à porta do vizinho’”. Infelizmente, quem tem a caneta na mão e pode dar o pontapé inicial para mudar esta realidade, ou seja, os governantes e políticos de modo geral, não estão fazendo absolutamente nada.

À propósito: enquanto os alemães avaliam que as fusões de Estados podem diminuir a máquina estatal, cortar custos e deixar as regiões mais competitivas, no Brasil, só se pensa em criar novos estados e, por conseqüência disso, aumentar as despesas com a máquina estatal. Você sabia que no Brasil tramitam projetos para criação de seis novos Estados? Entre eles, estão: Mato Grosso do Norte, Maranhão do Sul, Tapajós ou Carajás, no atual Pará.

A pergunta que não quer calar: Na Alemanha, o governo tenta reduzir o número de Estados para diminuir gastos e no Brasil é o contrário: será que estão tentando aumentar o número de estados para aumentar cargos e gastos ou querem aumentar os gastos para aumentar estados?
A pergunta que está na boca do povo: Alguém duvida que em 2008, ano eleitoral, não vai se falar em crise e vai ter obras para todos os cantos?

Começando bem a semana com a mensagem positiva do dia: “O que eu fui ontem e anteontem já é memória. Escada vencida degrau por degrau, mas o que eu sou neste momento é o que conta, minhas decisões valem para agora, hoje é o meu dia, nenhum outro".
(segunda, 13/08/07)

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

O crime está diminuindo ou o povo não acredita mais na Justiça?

As pessoas são lesadas por crime ou golpe, mas não registram ocorrência com medo ou pelo incômodo

Crescem a olhos vistos os números do crime no Brasil e no Rio Grande. Mas, de vez em quando, aparece alguma autoridade com a ousadia de dizer que a criminalidade está baixando. Em vez de comemorarmos isso, o que deveríamos fazer é chorar, porque isso reflete apenas um problema a mais: a falta de confiança do povo na Justiça. Se temos menos assaltos e arrombamentos, ou seja, pequenos furtos, não é porque a bandidagem está agindo menos. Salvo raríssimas exceções, o caso é que a maioria está tão descrente da Justiça que nem procura mais a Polícia para registrar ocorrência. O que mais a gente ouve por aí quando alguém é vítima de furto de aparelhos de CD em carro ou outro pequeno delito é: “porque registrar ocorrência se não vai dar em nada mesmo?”
Em outros casos, as pessoas são lesadas por crime ou golpe maior, mas não registram ocorrência com medo ou pelo incômodo. Foi por isso que comerciantes de certa cidade gaúcha, há alguns dias, não foram à DP reconhecer três supostas ladras de roupas em lojas, conforme foi noticiado na imprensa. Disse-nos um comerciante: ir lá reconhecer pra amanhã ela estarem na rua e virem aqui me intimidar?
Não, senhores! A criminalidade não está baixando! Ao contrário, está aumentando, mas o povo é que não tem confiança na Justiça. A culpa não é da Polícia, que na maioria das vezes faz sua parte, mas das nossas Leis e da Justiça. Em alguns casos, a Polícia prende hoje e a Justiça larga amanhã, como estamos cansados de ver na imprensa. No entanto, deve ficar claro para a comunidade que não podemos colaborar com o fato de falsos números acabar iludindo nossas autoridades. Sempre que a gente for vítima de alguma ocorrência policial, vamos registrar ocorrência, sim, com um sem burocracia e, mesmo que não se recupere o que nos foi furtado, pelo menos não vamos deixar a criminalidade baixar “só nos números”.

Por: Mauri Toni Dandel
Repórter e acadêmico de Jornalismo da Unisinos
blog: mauridandel.blogspot.com
e-mail:
m.tonidandel@gmail.com

Troca-troca de partidos

Após causar polêmica e desencadear uma chuva de ações no Supremo Tribunal Federal, a decisão do TSE que impôs a fidelidade partidária no Legislativo brasileiro não inibiu deputados federais de continuarem com uma prática rotineira, a migração entre bancadas. Para se ter uma idéia, 32 deputados trocaram de partido desde que assumiram o mandato, sendo que nove fizeram a troca depois da decisão do TSE.

E nas Câmaras de Vereadores não é diferente. Antigamente falar em trocar de time, partido e mulher, era coisa do outro mundo. Mas hoje em dia, trocar de partido é a coisa mais rotineira e lucrativa do momento.

Semana anterior abordamos o assunto dos vices-prefeitos sob o enfoque de que é difícil entender como um político pode ser taxado de ser um bom vice, mas não ter condições de ser prefeito.

À propósito: Devido a esta coisa maravilhosa que é a internet, estas colunas estão no blog mauridandel.blogspot.com e uma estudante de São Gonçalo, no Rio, Chayenne Muquin, acessou e deixou um recado muito interessante: “... eu acho que as eleições para “vice” deveriam ser separadas das eleições para "titular", ou seja, voto no político e ganho o vice de brinde, tipo leve um e pague dois”.

Ao contrário, na campanha, infelizmente, a gente vota no prefeito e acaba tendo que aturar um vice e alguns secretários que ninguém gosta. Porque não concorrer e já divulgar todo o secretariado antes?

A pergunta que não quer calar: como o Desporto faz tanto com apenas R$ 20 mil em seis meses, ao passo que uma Câmara torra R$ 200 mil no mesmo período?

A pergunta que está na boca do povo: Se fechasse o Desporto/CMD ou a Câmara, qual o povo sentiria mais falta?

A mensagem positiva do dia: "O pior naufrágio é daquele que não saiu do porto".
(sexta, 10/08/07)

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Pra ser prefeito é preciso ter clone

Ser prefeito não é fácil, porque precisa ter costas largas, afinal, tudo de errado na cidade acaba sendo culpa do prefeito. Mas isso não é o pior, porque para ser prefeito é preciso ter muita paciência, afinal de contas, é preciso marcar presença em tudo quanto é evento, dos velórios aos bailes.

Além dos eventos sociais, prefeito precisa estar nas obras e também no gabinete ao mesmo tempo. Se o prefeito fica muito nas obras, tem aquele que diz: “quer se esconder do prefeito, é só ir no gabinete”. Mas se o prefeito fica muito no gabinete, é chamado de “prefeito de gabinete”, aquele que não visita o povo.

Então, no futuro, se a Ciência não avançar ao ponto dos prefeitos terem seus clones, então seria bom que somente gêmeos pudessem ser prefeitos, assim poderiam estar ao mesmo tempo em dois lugares diferentes! Prefeitos tem que ficar só participando de evento. É seminário aqui, conferência disso ali, conferência daquilo lá, encontro disso, Semana Municipal Daquilo, enfim, uma série de eventos em que precisa se fazer presente.

E cada ano que passa, a presença do prefeito é exigida em um número maior de eventos. Para se ter uma idéia, as vezes, um prefeito sai de uma conferência de plantas medicinais e entra em um seminário de planejamento do plano diretor. Mas se ficar só participando de eventos, vai trabalhar e tomar decisões importantes pelo município quando?

O Congresso deve votar neste semestre a licença-maternidade de seis meses. A recomendação do Ministério da Saúde é clara: as mães devem amamentar seus bebês no mínimo até os seis meses de idade. No entanto, a licença-maternidade de quatro meses, adotada no Brasil, põe em risco essa regra tão importante para a saúde dos recém-nascidos.

Que o fato do bebê mamar dois meses a mais é bom e ninguém discute, mas será que as mães não vão sair perdendo no campo profissional? Será que as empresas vão concordar com esta Lei? Que empresa vai querer ter uma funcionária que pode ficar, a cada determinado período, seis meses ausente? Antes, com certeza, é preciso uma re-educação da nossa própria sociedade...

À propósito: os municípios reclamam que os cofres estão vazios, mas não falta dinheiro pra vereador viajar a congressos. O povo pede uma melhoria de uma ‘ruazinha’ qualquer e dizem que não tem dinheiro, mas como tem dinheiro para jogar fora?

A pergunta que não quer calar: porque cidades como Ivoti e Dois Irmãos, voltando a bater na mesma tecla, não tem plantão nas delegacias?

A pergunta que está na boca do povo: quando é que Lula e Yeda vão dar segurança ao povo?

A mensagem positiva do dia: “O mundo só vai mudar quando o homem entender que o mundo não gira ao seu redor, mas é exatamente o contrário. Acho que vai demorar, mas tudo bem, talvez um dia quem sabe isso aconteça, se não estivermos todos mortos até lá. Ainda bem que a esperança é a última que morre!”
(quinta, 09/08/07)

Reforma tributária: povo ganha ou perde?

Pelo que percebemos a maioria dos prefeitos é guerreiro e faz até milagres, principalmente porque na vida pública, infelizmente, o desperdício é maior e os resultados são mais demorados. Além disso, a maioria dos prefeitos tem as mãos amarradas pelos conselhos, Lei Fiscal e outras dezenas de Leis. Mas os prefeitos não podem se distanciar do povo, afinal, é para o povo que o governo deve existir.

Tanto se fala na urgência de ser feita uma reforma tributária, mas acho que o brasileiro precisa ir ficando com medo do dia em que isso acontecer. Tenho medo porque sempre que o governo põe a mão, ele tira com uma e dá com a outra. E, do jeito que vai, é capaz de ser feita a reforma e tirarem ainda mais dos Municípios para dar ao governo federal, além de ser bem provável que criem mais alguns impostos para nos explorarem ainda mais!

A exploração dos governos já é grande, pois é inaceitável que o governo arrecade 40% do PIB nacional e, mesmo assim, invista muito mal este dinheiro. Aliás, não falta dinheiro, falta eficiência. Cerca de 44% dos que os brasileiros produzem vão para o governo, ou seja, a cada dois dias trabalhados, um é para o governo.

Difícil a gente entender porque o governo torra dinheiro em coisas inúteis. Todo mundo sabe que a propaganda é a alma do negócio e, quem quiser vender ou crescer, precisa investir em propaganda. Então, porque alguns governos fazem propaganda de coisas desnecessárias, gastando o nosso dinheiro?

Porque o governo federal gasta horrores divulgando a Petrobrás, ou todo o combustível do País não é, obrigatoriamente, “obra” da Petrobrás? Da mesma forma, não entendo porque o governo gaúcho faz propaganda da Corsan, como se nós tivéssemos outra opção de comprar água aqui no Rio Grande! Se estas propagandas inúteis não forem feitas, será que a água e o combustível não iriam doer menos no nosso bolso?

À propósito: Sempre que alguém afirma que dois e dois são quatro e um ignorante lhe responde que dois e dois são seis, surge um terceiro que, em prol da moderação e do diálogo, acaba por concluir que dois e dois são cinco... (José Prat).

A pergunta que não quer calar: a Venezuela pegou fama de ser um inferno socialista, mas o combustível é tão barato que, com apenas R$ 5,00, podemos encher o tanque do carro! E você, gasta quanto para fazer isso?

A pergunta que está na boca do povo: Não seria interessante começar a ficar de olho para outros “apagões” além do aéreo, como o rodoviário e transportes em geral, energia, saúde e educação?

A mensagem positiva do dia: “O segredo é não perder tempo com pessoas e situações que não te fazem feliz, porque ninguém é obrigado a conviver com aqueles que não condigam com seus ideais".
(quarta, 08/08/07)

"Enturmação" da Yeda = nota 0

Ao propor a união de turmas com até 50 alunos no Ensino Médio, o governo do Estado está cometendo o grave equívoco de pensar a educação sob ótica financeira. Ora, todo mundo sabe que nos dias atuais não podemos mais jogar dinheiro pela janela, mas quando se fala em “otimizar recursos”, o governo Yeda está dando a entender que a educação é somente uma despesa e não um investimento.

Em primeiro lugar, fazer isso na metade do ano é uma tremenda falta de planejamento. Se quisessem fazer isso, que fosse no início do ano letivo. Outro “detalhe”: como vão colocar 50 alunos em uma sala de aula que cabem 30? Será que o novo jeito de governar é amontoar alunos uns por cima dos outros? Se querem economizar com professores, porque não voltamos ao tempo das escolas multiseriadas então, colocando 500 alunos em um ginásio!?

O governo quer cortar despesas com Educação, mas não corta na própria carne. Porque mantém ainda secretarias inúteis, um monte de cabide de emprego com salários altos para todos os amigos de campanha? Quem venceu a eleição foi o “novo jeito de governar”, mas isso é meter os pés pelas mãos!

Tudo bem que algumas salas tem poucos alunos, mas há outras coisas a corrigir, como proporcionar especialização aos professores, investir na educação integral, melhorar as condições das escolas e não deixar diretores e CPMs fazendo rifas para manter escolas de pé. O Rio Grande não aceita governadores omissos e, quando tem a oportunidade, coloca-os pra correr e a governadora precisa mostrar a que veio!

Falando em educação, vem em uma hora muito boa a Lei de Incentivo ao Esporte. Está comprovado que o esporte mantém crianças fora do mundo do crime ou das drogas. Na verdade, toda a sociedade sabia disso, menos os nossos governantes, que sempre vivem no mundo da lua. Aliás, agora é importante dizer que o Estado deveria criar algo parecido e que os municípios tem que incentivar esta Lei, que é semelhante a já existente na área da cultura.

O esporte tem caráter educativo e precisa de maior incentivo dos governos. E os prefeitos precisam passar a investir em esporte para crianças e não apenas em competições esportivas, que só geram brigas e confusões. Porque não investir nas crianças e transforma-las em futuros vencedores, se não do esporte, em vencedores na vida!?

Está faltando um pouco de bom senso aos nossos administradores municipais que não criam uma forma de prestar assessoria jurídica às entidades existentes. Temos vários exemplos de clubes e associações que existem na prática, mas sequer tem estatutos ou CNPJ. Porque as prefeituras, que gastam horrores em assessoria jurídica, não contratam advogados que possam auxiliar entidades a se registrarem como manda a Lei?

Porque as Prefeituras também não incentivam as entidades culturais, e agora as esportivas também, a encaminhar projetos para buscar recursos federais? Como um clube ou uma sociedade pode se adaptar e criar projeto buscando verba da LIC ou da Lei dos Esportes, se a diretoria tem outros afazeres e não entende do assunto tão técnico!? Ao receber estas verbas federais, com certeza, os clubes não vão precisar ir bater às portas da Prefeitura, pedindo auxílio financeiro.

Voltando ao assunto comentado ontem aqui, sobre suplentes que não ganham vaga dos vereadores para assumir na Câmara, há algo que precisa ser dito. Tem suplentes reclamando que estão esquecidos, mas nunca chegaram até os vereadores eleitos e comentaram sobre sua vontade de assumir por um mês. Ora, tem que correr atrás se quer assumir o cargo e provar o gostinho de ser vereador!

À propósito: vereador ficar reclamando não adianta e o vereador titular nunca vai ceder sua vaga. Ou será que na campanha o suplente ficou em casa e os votos caíram do céu?

A pergunta que não quer calar: será que chega a 1% o número de brasileiros que nunca “andou” de avião e que fica palpitando sobre acidentes de aviões? Isso está certo?

A pergunta que está na boca do povo: já parou para pensar quem serão os candidatos a prefeito em teu município?

A mensagem positiva do dia: "Ninguém merece as tuas lágrimas, e quem as merecer não te fará chorar"
(terça, 07/08/07)

Mudar o mundo + presenteie com uma muda

Virou moda nos últimos dias encontrarmos pessoas dispostas a mudar o mundo. Parece que, do dia para a noite, o aquecimento global, o meio-ambiente, a preocupação com a fome e outros problemas, viraram febre nacional e internacional. Mas será que isso é apenas fachada?

Eu quero mudar o mundo. E você? É importante que sejamos críticos, que tenhamos uma personalidade, que possamos sempre defender nossas idéias. E o gaúcho já traz isso consigo, como também os descendentes de povos europeus que trouxeram isso no sangue. Se o Brasil está este caos, é porque o brasileiro, em si, está um caos. Se o mundo vai mal, é porque nós também temos a nossa parcela de culpa. Para mudar o mundo, o Brasil, o Rio Grande, o teu município, enfim, você também precisa fazer sua parte.

À propósito: diz uma velha máxima que, para ser feliz ou cumprir sua missão, um homem precisa fazer três coisas: escrever um livro, plantar uma árvore e fazer um filho. O que destas três coisas você já fez?

Uma das idéias para mudar o mundo, além de investimentos em educação, saúde, segurança e tantas outras coisas, está o despertar de uma consciência ecológica. Mas o que nós estamos fazendo para mudar isso? Uma idéia simples e objetiva é presentearmos as pessoas com mudas de árvores.

Se adotarmos esta idéia, com certeza o mundo começa a mudar, apesar de que aqui a natureza ainda seja preservada. Por exemplo: está em dúvida sobre que presente comprar para a namorada, o chefe ou um amigo? Leva uma muda de árvore, que será um presente original e ainda vai ajudar o meio-ambiente e também a despertar uma mentalidade ecológica.

Outra grande idéia é o fato dos municípios presentearem os pais com uma muda de árvore para cada bebê recém-nascido. Se a tua cidade tem hoje 5 ou 10 mil habitantes, poderíamos ter 5 ou 10 mil árvores a mais se esta consciência ecológica já existisse no passado. Além do que, a criança vai crescer sabendo que referida árvore, no seu terreno ou em uma área pública, é em sua homenagem. Imagina um parque municipal com árvores e, cada uma, com uma placa pequena dizendo em homenagem a quem ela foi plantada!

O que tem suplente reclamando pelos cantos não é pouca coisa. Os suplentes de vereadores são importantes em uma campanha, afinal de contas, é com os votos deles que os vereadores titulares foram eleitos. No entanto, tem vereador que entra na Câmara e não abre mão do cargo para os suplentes assumirem nem um único mês.

Logicamente que vereador assumir por um mês não muda muita coisa, na maioria dos casos, mas além de dar oportunidade para ele ganhar o salário do mês – isso conta muito no mundo político - faz bem para o ego. Se por um lado, não muda muita coisa, por outro, muito pode ser feito neste único mês, pois o suplente pode fazer projetos legislativos, defender suas idéias na tribuna, fazer indicações, enfim, mostrar um pouco de seu trabalho.

Além do mais, um suplente assumindo na Câmara é uma forma de arejar as coisas nas sessões, pois são idéias novas que teremos nos Legislativos. E isso é fundamental para acabar com a mesmice das nossas Câmaras. Tem vereador que já deve ter falado o mesmo discurso e repetido um mesmo assunto, centenas de vezes.

As coisas seriam diferentes se cada vereador eleito tivesse consciência de que só chegou lá, de que só está ocupando uma cadeira na Câmara, porque o voto dos suplentes contaram junto para a sua vitória. Na Câmara são nove vereadores e, se todos tirassem, pelo menos, um único mês de folga, dando oportunidade para outros assumirem, teríamos um “vereador novo” – ou suplente – quase todo mês, afinal de contas, geralmente são 10 meses de trabalho por ano.

A pergunta que não quer calar: um vereador age certo ao sair de um partido e já entrar em outro sem dar um tempo?

A pergunta que está na boca do povo: você sabe quanto ganha um vereador da tua cidade?

Para iniciar bem a semana, uma mensagem positiva do dia que é atribuída a Roosevelt: “É melhor lançar-se à luta em busca do triunfo, mesmo expondo-se ao insucesso, que formar fila com os pobres de espírito, que nem gozam muito, nem sofrem muito... E vivem nesta penumbra cinzenta sem conhecer vitória nem derrota!"
(segunda, 06/08/07)

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Eu quero mudar o mundo! E você!?

Está em dúvida sobre que presente comprar para a namorada, o chefe ou um amigo? Leve uma muda de árvore
Virou moda nos últimos dias encontrarmos pessoas dispostas a mudar o mundo. Parece que, do dia para a noite, o aquecimento global, o meio-ambiente, a preocupação com a fome e outros problemas, viraram febre nacional e internacional. Mas será que isso é apenas fachada?
Eu quero mudar o mundo. E você? Diz uma velha máxima que, para ser feliz, o ser humano precisa fazer três coisas: escrever um livro, plantar uma árvore e fazer um filho. O que destas três coisas você já fez?
Uma das idéias para mudar o mundo, além de investimentos em educação, saúde, segurança e tantas outras coisas, está o despertar de uma consciência ecológica. Mas o que nós estamos fazendo para mudar isso? Uma idéia simples e objetiva é presentearmos as pessoas com mudas de árvores. Por exemplo: está em dúvida sobre que presente comprar para a namorada, o chefe ou um amigo? Leva uma muda de árvore, que será um presente original e ainda vai ajudar o meio-ambiente e também a despertar uma mentalidade ecológica. Outra grande idéia é o fato dos municípios presentearem os pais com uma muda de árvore para cada bebê recém-nascido. Se a tua cidade tem hoje 5 ou 10 mil habitantes, poderíamos ter 5 ou 10 mil árvores a mais se esta consciência ecológica já existisse no passado.
Em relação a isso temos uma historinha sensacional que aproveitamos para dividir com os leitores. “Está cansado do mundo onde vive? Como mudar o mundo? Eis uma pequena história que nos revela este ‘segredo’: Um cientista estava resolvido a encontrar meios para mudar o mundo. Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo. Vendo que seria impossível demovê-lo dali, o pai recortou um mapa em vários pedaços e disse ao filho: ‘Você gosta de quebra-cabeças? Então vou lhe dar o mundo para consertar’. Horas depois, ouviu do filho: ‘Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho’. O pai não deu crédito às palavras do filho porque seria impossível, na sua idade, ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto. Para sua surpresa, o mapa estava completo! O filho explicou: ‘Pai, eu tentei mas não consegui consertar o mundo. Foi aí que me lembrei que, quando você tirou o papel da revista para recortar, de um lado tinha o mapa e do outro, a figura de um homem. Como não consegui consertar o mundo, virei os recortes e comecei a consertar o homem, que eu sabia como era e o que precisava consertar. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo’.
Sábias palavras...”
(Sábado, 03/08/07)

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Vereadores vão lá e votam só o que aparece na frente

Faltam locais para estacionamento nas principais avenidas do Centro de Estância Velha, Dois Irmãos e Ivoti. E devido a este comentário, feito nesta coluna há algumas semanas atrás, e também motivado pela série de reportagens de notícia sobre a falta de estacionamento na Av. São Miguel, na série que debate “O Coração de Dois Irmãos”, comerciantes de Morro Reuter estão em alerta. “Avisa lá no jornal que aqui no Morro Reuter tem bastante estacionamento”, disse-nos ontem um comerciante morro-reutense, cidade aliás, onde a crise no comércio é grave, o que vem gerando muita revolta e reclamações.

Nunca vi um vereador se preocupar com o desemprego, com a queda na arrecadação no seu município, com a quebra de empresas, com venda de controle acionário de empresa daqui e com outros problemas que enfrentamos. Aliás, salvo raríssimas, a maioria dos vereadores vão lá na Câmara na segunda, terça ou quarta de noite, apenas para votar o que botam na frente deles.

Mas se não tem nada para votar, se o prefeito não manda nada, vão embora em meia hora, depois de pedir conserto de lâmpadas, roçadas e outras coisas ridículas que não tem nada a ver com a função de vereador. Aliás, o vereador até pode se preocupar com assistencialismo ou com fichas para a saúde, mas fora do seu horário de vereador, pois quando está na sessão, deve honrar a cadeira que ocupa.

O cargo de vereador foi criado para fiscalizar o outro poder municipal e também para fazer leis. Então, logicamente, também estão lá para fazer a sua cidade crescer e proporcionar bem-estar para sues habitantes. Trocar luminárias e fazer roçadas não é coisa para tratar no recinto do Legislativo durante as sessões. Tem secretário pago – e muito bem - para fazer isso.

Inominável o que os deputados estão fazendo, ao ler as transcrições da caixa-preta do avião da TAM. Depois não sabem a razão pela qual a sociedade brasileira é cética, cínica e desrespeitosa quanto ao nosso futuro como nação e, principalmente, com relação aos políticos!

À propósito: Neste sábado, às 14h, em nove capitais, ocorrerão manifestações intituladas “Fora Lula”. Em Porto Alegre os atos sairão no aeroporto Salgado Filho.

A pergunta que não quer calar: qual a diferença entre a pessoa ser popular e ter capacidade administrativa?

A pergunta que está na boca do povo: Será que o povo leva isso em conta na hora de votar?

A mensagem positiva do dia, que também está no blog mauridandel.blogspot.com: “Tudo na vida é muito fácil, nós é que dificultamos; mas no final tudo dá certo e, se não deu certo ainda, é porque não chegou no final!".
(sexta, 03/08/07)

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

O bom vice é um bom prefeito?

Quem vive os bastidores da política já está acostumado com a expressão “fulano é um bom vice” ou, então, “eu votaria no beltrano pra vice, mas não voto nele pra prefeito”. Apesar de ser uma expressão já bastante comum por aí e ser familiar aos nossos tímpanos, vamos parar e pensar no real significado dela.

Será que o fato de votar em alguém para vice-prefeito e não para prefeito, não que esconder uma incompetência desta pessoa em saber administrar um município? Como pode uma pessoa ter condições de ser vice e não ter condições de ser prefeito?

Este espaço sempre primou pelo debate de coisas que acontecem no nosso cotidiano. Na questão política, duas coisas nos chamam a atenção, que são: a capacidade apenas de ser vice e votação em pessoas de partidos adversários.

Será que falamos que alguém pode ser vice e não prefeito é porque acreditamos que o tal político é incompetente para ser prefeito? Ora, se ele é incompetente para administrar um município, como pode ter competência de ser vice? Das duas, uma: ou vice não presta pra nada ou esta frase é uma aberração!

Mas se um político não tem condições de ser prefeito, será que tem condições de ser vice? Ora, o prefeito pode sair do cargo em férias, por motivo de viagem ou de doença, então quem assume não é o vice!? Se o vice tem condições de ser vice e não tem condições de ser prefeito, então não tem condições nem de ser vice! Itamar Franco, desconhecido, acabou presidente da República. Casos como este, está cheio na política por aí!

Quem lê este espaço há algum tempo deve lembrar o que já defendemos aqui: vice é figura meramente decorativa e não serve para nada. Ouvir frases como “fulano é um bom vice, mas não tem condições de ser prefeito” é o mesmo que admitir o que sempre dissemos aqui: vice só presta pra buscar o “ordenado” no fim do mês. Logicamente, nem todos os vices são bons vices e nem todos os vices são maus vices, afinal, há exceções e estamos cheios destes bons exemplos em nossa região!

Alguns vices até trabalham junto na Administração Municipal, mas outros... Alguns vice-presidentes de CPMs ou de clubes também auxiliam a diretoria, outros estão ali apenas para fazer número! Assim é na política! Já no futebol, o Grêmio e o Inter já tiveram excelentes “vices de futebol” que foram péssimos presidentes! Nem todo bom vice é bom presidente e nem todo bandeirinha é um árbitro fracassado! Assim é no futebol!

O outro assunto comum na política é o eleitor votar no deputado de um partido e no governador de outro. Em relação a eleição municipal, é comum o eleitor votar no vereador de um partido e no prefeito que é de um partido adversário. O que pode acontecer, se os dois forem eleitos, é que o eleitor está contribuindo para que o Município não ande para a frente, ou seja, votou para um atrapalhar o outro.

Se o vereador eleito resolver fazer aquelas oposições cegas ao prefeito, vai acontecer do vereador meter o bedelho em tudo que o prefeito quiser fazer, de bom ou de ruim. E o resultado é que haverá só briga política e nada de progresso ou coisa boa! Será que votar em adversários não é o mesmo que torcer para o Grêmio e ajudar a contratar bons jogadores para o Inter?

À propósito: nestes casos de votar em uma pessoa de um lado e em outra que é adversária desta, o eleitor pode estar munido da melhor das intenção, votando “na pessoa” como se diz. Mas mesmo que ambos sejam pessoas de bom caráter no trato com o eleitor, podem ser simples adversários políticos ou “inimigos de morte” entre eles.

A pergunta que não quer calar: você já votou em alguém de um partido para o Legislativo e no seu adversário para o Executivo?

A pergunta que está na boca do povo: você consegue dizer em cinco segundos qual é o nome do candidato a vereador que você votou há três anos atrás?

A mensagem positiva do dia é baseada em uma frase de Lauro Trevisan: “O sucesso na vida não depende de receber boas cartas, mas de jogar bem com cartas ruins", afinal de contas, "as estrelas brilham na escuridão".
(quinta, 02/08/07)

Partidos se preparam para 2008

Em ano pré-eleitoral as coisas vão passando por pequenas mudanças, sempre com vistas a eleição municipal do ano que vem. Em Nova Petrópolis surgiu o PV, em Dois Irmãos está deixando de existir o PSB, que estava cheio de problemas, em Morro Reuter está sendo reestruturado o PP e assim por diante. Os políticos de todos os municípios começam a trabalhar pensando na eleição de 2008.

Em Ivoti, a tendência é que o PMDB concorra por um lado e o PP por outro. Em 2004, ambos, unidos, ganharam a eleição. Em outros municípios da região, outras coligações vêm se mantendo sobre o fio da navalha. A probabilidade de acontecer um racha em alguns municípios já é anunciada. Afinal de contas, em política, o adversário de hoje pode ser o aliado de amanhã, ou vice-versa.

Apesar dos atuais edis reclamarem das cobranças que são muitas e do salário, que é pouco, a disputa será grande em 2008. Com toda certeza do mundo, a maioria dos partidos e coligações já começam a trabalhar agora para colocar o maior número possível de candidatos à proporcional. Há quem pense que, quanto maior o número de vereadores, maior a chance de vencer a eleição para prefeito.

Nas campanhas para vereador tem vários casos que são peculiares. Uns são os que concorrem para se reeleger, outros concorrem para tentar voltar à Câmara e outros ainda disputam o pleito buscando uma primeira eleição. Mas também há os casos dos que não têm nenhuma chance, mas também querem tentar “participar da festa”.

Há também os casos onde um partido coloca um candidato sem chance alguma para concorrer por determinado bairro ou comunidade apenas para atrapalhar o candidato da coligação adversária. E tem também aqueles que, por terem uma família grande ou muitos amigos, pensam que estão com eleição quase ganha e entram na campanha, às vezes, ficando como “ursos”, ou seja, os últimos colocados.

Algo que chama a atenção nos municípios é a ausência de mulheres e jovens da vida política. Existem municípios que não tem nenhuma mulher e outros tem um ou nenhum jovem eleito. Será que esta realidade pode mudar na próxima eleição? Será que há jovens ou mulheres preparadas para assumir cargo eletivo?

Pelo que a gente pode perceber, não só em nossas cidades, mas no Brasil inteiro, um político sempre torce pela desgraça do outro. Em vez de todos trabalharem por um país melhor, um tenta crescer aproveitando a queda do outro. Por aqui, uns ficam rindo a toa quando são outros vereadores que viajam para congressos e ficam sendo alvo de críticas.

E na esfera nacional acontece a mesma coisa. Lula sumiu por três dias depois do maior acidente aéreo do país, em vez de vir a Porto Alegre que, além de estar previsto sua vinda, era a cidade de onde partiu o trágico vôo da TAM. Da mesma forma que Lula, José Serra desapareceu quando o PCC colocou São Paulo de joelhos, lembram? Agora, como Congonhas não é obra sua, Serra aparece em Congonhas.

À propósito: No site do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) lançou uma enquete e deu um tiro no pé. A pergunta “como você avalia a atuação dos parlamentares?” tem 84,8% das votações dizendo que a avaliação é terrível. Para se ter uma idéia, são 9.147 votos dizendo que a atuação é terrível, enquanto são apenas 1.428 votos divididos entre péssimo, regular e bom. Apenas 211 acham ótimo.

A pergunta que não quer calar: algum município tem uma lei de incentivos fiscais que realmente tenha condições de atrair novas empresas geradoras de emprego?

A pergunta que está na boca do povo: a geada e a estiagem ou as enchentes também são culpa do Lula?

Nos dias atuais, o que mais a gente vê é falta de otimismo. Parece que uma onda de pessimismo tomou conta do mundo, mas tudo tem duas formas de ser visto, pois o que pode ser “uma falha” também pode ser “uma descoberta de 10 mil formas que não funcionaram”. Eis, então, a mensagem positiva do dia: "Um pessimista vê a dificuldade em toda oportunidade, um otimista vê a oportunidade em qualquer dificuldade."
(quarta, 1º/08/07)

Arquivo do blog

2011

Livros lidos em 2011*
52 - O dia de um jornalista americano em 2.889, Julio Verne, 80 pág, Ed. Hemus, 19/11 a 24/11/2011. (nota 5)
51 - Em outras palavras, Lya Luft, Record, 224 pág, 17/12/2011. (nota 7)
50 - Jogo sujo, Marcelo Duarte, Ática, Série Vaga-Lume, 134 pág, 16/11 a 19/11/2011. (nota 7,5)
49 - Espíritos entre nós, James van Praagh, Sextante, 134 pág, 31/10 a 07/11/2011. (nota 7)
48 - Percalços, Ernani Mügge, Con-Texto, 74 pág, 29/10 a 31/10/2011.

47 - Instantes, Ernani Mügge, Oikos Editora, 64 pág, 30/10/2011.
46 - Chatô, o Rei do Brasil, Fernando Moraes, Ed. Companhia das Letras, 731 pág, 10/06 a 29/10/2011. (nota 9)
45 - Seja líder de si mesmo; Augusto Cury, Sextante, 122 pág, de 20/09 a 25/09/2011. (nota 8)
44 - Monte seu próprio negócio; Leandro Martins; Digerati Books, 111 pág, de 06/08 a 20/09/2011.
43 -Crônicas do Lelo, Aurélio Decker, Ed. Metropole, 176 pág, 19/08 a 11/09/2011). (nota 6)
42 - Eis o homem Paulo Sant´Ana; Paulo Sant´Ana, RBS Publicações, 168 pág, 13/08 a 04/09/2011. (nota 6)
41 - Crônicas de minha cidade; Carlos de Souza Moraes, Ed. Unisinos, 239 pág, 14/08 a 21/08/2011.
40 - Coisas do corações; Beto Ody (Rádio Alegria), Palotti, 148 pág, 11/08 a 20/08/2011).
39 - Meu guri; David Coimbra, LP & M, 185 pág, de 11/08 a 14/08/2011. (nota 7,5)
38 - Meditando com Brian Weiss, Sextante, 105 pág, de 06/08 a 07/08/2011. (nota 6)
37 - Cá entre nós, Ernest Sarlet, Ed. Feevale, 178 pág, de 27/07 a 31/07/2011. (nota 5)
36 - O maior vendedor do mundo; Og Mandino; Ed. Record, 118 pág, 22/07 a 30/07/2011. (nota 9)
35 - Conquistar e manter clientes; Daniel Godri; Ed. Eko, 116ª edição, 75 pág, 19/07/2011. (nota 5,5)
34 - Auto-hipnose, desperte o seu gigante interior, Mauro Rosso, Ed. Imprensa Livre, 69 pág, de 19 e 20/07/2011.
33 - O símbolo perdido, Dan Brown, Sextante, 489 pág, de 02/07 a 16/07/2011. (nota 8,5)
32- O segredo de Luisa, Fernando Dolabela, Sextante, 303 pág, de 1º/07 a 03/07/2011. (nota 7,5)
31 - 35 melhores contos do RS, Maria da Glória Bordini (organizadora), 322 pág, IEL (Corag), de 23/06 a 27/06/2011. (Simões Lopes Neto, E. e LF Veríssimo, L.C. Barbosa Lessa, Jane Tutikian, L.A. Assis Brasil, Sérgio Capparelli, Carlos Carvalho, Alcides Maya, Caio Fernando Abreu, Josué Guimarães, Sérgio Faraco, Charles Kiefer, Moacyr Scliar...) (nota 6)
30 - A vida que ninguém vê, Eliane Brum (ZH), Editora Arquipélago, 208 pág, 23/06 a 25/06/2011. (nota 8)
29 - Os segredos dos campeões, Roberto Shinyashiki, Ed. Gente, 182 pág, 24/05 a 23/06/2011. (nota 7,5)
28 - Avenida de histórias, Henrique Schneider, Produção Um Cultural, 132 pág, 21/06/2011. (nota 7,5)
27 - O Monge e o Executivo, James C. Hunter, Ed. Sextante, 143 pág, de 20/05 a 12/06/2011. (Uma história sobre a essência da liderança). (nota 8,5)
26 - O caçador de pipas, Khaled Hosseini, Ed. Nova Fronteira, 370 pág, 14/05 a 16/05/2011) - 8mil vendidos. (nota 9)
25 - O Analista de Bagé; Luis Fernando Veríssimo; L & PM Pocket, 84 pág, 2ª vez, 01/05/2011. (nota 7)
24 - Nunca desista dos seus sonhos, Augusto Cury, Sextante, 156 pág, 2ª vez, 04/04 a 01/05/2011. (nota 8)
23 - Autoconhecimento: o primeiro passo para a liderança; Claiton Marusiak; Ed. Treze, 52 pág, 2ª vez, 01/05/2011.
22 - O caminho da tranquilidade, Sua Santidade, o Dalai Lama, coleção Auto Estima, Ed. Sextante, 96 pág, 15/04 a 19/04/2011. (nota 6,5)
21 - Trem-Bala, Martha Medeiros, L & PM Pocket, 247 pág, 04/04 a 15/04/2011. (nota 9)
20 - De Pedro a Collor; charges; Sampaulo (Paulo Sampaio), AGE Editora, 110 pág, 20/11 a 09/04/2011. (nota 6)
19 - A Arte de Fazer Jornal Diário, Ricardo Noblat, Ed. Contexto, 174 pág, 23/03 a 03/04/2011. (nota 9,5)
18 - A Objetividade Jornalística, Luiz Amaral, Ed. Sagra-Luzzatto, 96 pág, 24/03 a 27/03/2011. (nota 5)
17 - Diários de um repórter, Flávio Alcaraz Gomes, L & PM, 180 pág, 01/03 a 24/03/2010. (nota 5,5)
16 - A Miséria do Jornalismo Brasileiro; Juremir Machado da Silva, Vozes, 155, 01/03 a 12/03/2011. (nota 8,5)
15 - The Secret - O Segredo; Rhonda Byrne, Ediouro, 198 pág, 26 e 27/02/2011). (nota 9)
14 - O Aleph; Paulo Coelho, Ed. Sextante, 240 pág, 10/02 a 26/02/2011). (nota 6,5)
13 - O Doce Veneno do Escorpião, O Diário de uma Garota de Programa; Bruna Surfistinha (Raquel Pacheco), Panda Books, 168 pág, 18/02 e 19/02/2011. (nota 1)
12 - Odisséia Urbana; Ismael W. Manganelli, 110 pág, 19/02/2011.
11 - Como Evitar Preocupações e Começar a Viver; Dale Carnegie; Cia Editora Nacional, 423 pág, 25/09/2010 a 16/02/2011. (nota 7,5)
10 - O Vôo da Cobra; Lucas Izoton, 164 pág, Independente Cobra D'Água, 22 e 23/01/2011. (nota 8,5)
ESTATÍSTICA DE 2011*
* 43 livros em 2011 - 4 livros/mês -
7.937 pág - 721 pág/mês e 24 pág/dia.
* 35 livros - até fim/set - 4,3 livros/mês - 6.496 pág - 812 pág/mês e 27 pág/dia.
* 21 livros - até fim/jun - 4,2 livros/mês - 3.688 pág - 737 pág/mês e 24 pág/dia.
* exceto janeiro=férias.

2012

Livros lidos em 2012
81 - A motocicleta azul, Luis Carlos Pez, Ed. Uri, 79 pág, 23/12 a 24/12/12. (nota 5).
80 - Os segredos da mente milionária, Harv Eker, Sextante, 175 pág, 27/10 a 23/12/12. (nota 9,5).
79 - Como formar & treinar equipes de vendas, Diego Maia, Ed. Ferreira ,130 pág, 15/12 a 22/12/12. (nota 6).
78 - Saiba mais para gastar menos, Elaine Toledo, Ed. Alaúde, 143 pág, 01 a 09/12/2012. (nota 7).
77 - O X da questão, Eike Batista, Sextante, 130 pág, 01 a 02/12/2012. (nota 8).
76 - Planejamento estratégico: um bem ou um mal necessário, Roberto Tadeu de Morais, Ed. Fundo de Cultura (Faccat), 109 pág, 02/12/2012. (nota 6,5).
75 - Quanto custa ficar rico, Paulo Portinho, Campus, 165 pág, 20/10 a 15/11/2012. (nota 7,5).
74 - A oração que Deus entendia, Paulo Coelho, Ed. Caras, 64 pág, 03/11/2012. (nota 6,5).
73 - A Revolução dos Bichos, George Orwel, Globo, 143 pág, 02/11/2012. (nota 9,5).
72 - Assassinatos na Academia Brasileira de Letras, Jô Soares, Companhia das Letras, 252 pág, 26/10 a 28/10/2012. (nota 7,5).
71
- Seja líder de si mesmo, Augusto Cury, Sextante, 127 pág, 12/10/2012. (nota 7).
70 - A Lei de Murphy, Arthur Bloch /Millor Fernandes, Record, 106 pág, 09 a 12/10/2012. (nota 5).
69 - Selma e Sinatra, Martha Medeiros, Objetiva, 132 pág, 09 a 11/10/2012. (nota 4).
68 - Maigret e o homem do banco, Georges Simenon, L&PM/Nova Fronteira, 192 pág, 05 a 09/10/2012. (nota 6,5)
67 - O vencedor está só, Paulo Coelho, Agir, 398 pág, 18/09 a 27/09/2012. (nota 7)
66 -
Programa Integral de Leitura (Guia Introd e 1º Ciclo, Olga Camargo Valcárel, Pilbra, 78 pág, 03/09 a 21/09/2012. (nota 7)
65 -
Brasa sob cinzas, Leonardo Boff, Record, 121 pág, 12/09 a 18/09/2012. (nota 6)
64 - Espiritualidade, Leonardo Boff, Sextante, 63 pág, 03/09 a 06/09/2012. (nota 5)
63
- O que Steve Jobs faria?, Peter Sander, Universo dos Livros, 165 pág, 21/06 a 11/08/2012. (nota 7)
62 - As sete Leis Espirituais do sucesso, Deepak Chopra, Ed. Best Seller, 103 pág, 24/06 a 08/07/2012. (nota 9,5)
61 - Filhos inteligentes enriquecem sozinhos, Gustavo Cerbasi, Ed. Gente, 170 pág, 16/05 a 24/06/2012). (nota 7)
60 - Casais inteligentes enriquecem juntos, Gustavo Cerbasi, Ed. Gente, 163 pág, 22/04 a 13/05/2012. (nota 7,5)
59 -Curso básico para resolver problemas e tomar boas decisões, Ken Watanabe, Sextante, 127 pág, 15/04 a 21/04/2012. (nota 4,5)
58 -O Príncipe, Nicolau Maquiavel, Nova Cultural, 282 pág, 17/03 a 15/04/2012. (nota 6,5)
57 - Faça todo mundo gostar de você em 90 segundos, Nicholas Boothmann, Ed. Gente, 190 pág, 09/04 a 15/04/2012. (nota 7)
56 - Dez Leis para ser feliz, Augusto Curi, Sextante, 121 pág, 05/04/2012. (nota 6)
55 - Investimentos inteligentes, Gustavo Cerbasi, Ed. Thomas Nelson do Brasil, 271 pág, 22/09 a 24/03/2012. (nota 7)
54 - O Homem que Calculava, Malba Tahan, Ed. Record, 301 pág, 05/10/2011 a 26/02/2012. (nota 7,5)
53 - Pai Rico, Pai Pobre, Robert Kiyosaki e Sharon Lechter, Ed. Campos, 186 pág, 14/01/2012 a 29/01/2012. (nota 7)
ESTATÍSTICA DE 2012*
- Em 2012, 28 livros, 2,5 mês - 4.683 pág, 425/mês e 14,2/dia.
- Até fim/julho, 10 livros, 1,6/mês - 1.914 pág, 319/mês e 10,6/dia.

- Em 2011 - 43 livros, 4/mês - 7.937 pág, 721/mês e 24/dia.
* exceto janeiro=férias.